Muito se fala sobre Internet e esporte no Brasil, mas pouco se discute a respeito de como esta união pode se tornar uma fonte geradora de recursos para todas as modalidades olímpicas e não-olímpicas existentes no Brasil.
Podemos antes citar dois modelos de comércio eletrônico que deram certo: um na área política, e outro no varejo. Trata-se respectivamente da lojinha do PT, e do Magazine Luiza. Mas por quê dentre tantos outros elegemos estes dois para comprovar nossa tese?
São alguns fatores. E o 1º deles é a comunicação integrada entre as campanhas “off-line” (jornais, revistas, panfletos, tv, rádio) e on-line (web). Outro fato que merece destaque é a integração de toda a logística e estrutura comercial dentro e fora da Internet.
No caso do Magazine Luiza, seu site literalmente se tornou mais um ponto de venda. Só que virtual. Ou seja, a empresa viu na Internet, a possibilidade de expandir suas operações para lugares onde suas lojas físicas dificilmente teriam chances de chegar. Dessa forma, fez-se um minucioso trabalho de cálculo de frete, planejamento de entregas, sortimento de produtos, para que os clientes pudessem comprar e receber com tranqüilidade, as mercadorias adquiridas no magazineluiza.com.br. Ou seja, a empresa não viu a web como um novo mundo de computadores e browsers, mas simplesmente como mais um canal de negócios e relacionamento.
Este é o diferencial que ela comunicou para seu público que já comprava nas lojas de rua, assim como para os novos fregueses que conheceram a marca através da rede.
No caso da lojinha do PT, faturaram-se alguns milhões de reais. Aparentemente não parece muito, devido ao fato de estarmos falando de um dos partidos de maior expressão nacional.
Por outro lado, pode-se notar que os diretórios regionais, assim como a Presidência do partido, fizeram um ótimo trabalho de comunicação com seus militantes, para que estes comprassem suas camisas, bottoms e outros acessórios através da loja virtual. Dessa forma apelavam para o lado ideológico, uma vez que ao comprar um item da lojinha, você estaria contribuindo para o financiamento da campanha presidencial de Lula.
Voltando ao ponto inicial da descrição da lojinha do PT, o fato de ter faturado alguns milhões de reais só vem a coroar a campanha muito bem planejada e executada. Isso porquê o ticket médio do site será baixíssimo, uma vez que o que mais se vendeu foram os broches (R$ 12,00), e a camiseta vermelha com a estrela do PT (R$ 8,00). Resumindo: para se faturar o que se faturou, vendendo produtos tão baratos, é necessário também alguns milhões de operações de compra por parte dos internautas.
Mas como fica o esporte após a citação destes dois casos de sucesso?
O esporte no Brasil, mais especificamente as modalidades não tão populares quanto o futebol, sofrem com dois problemas graves: dificuldades em conseguir e renovar patrocínios, e dificuldades em obter receitas operacionais fora dos patrocínios para manterem sua infra-estrutura esportiva (estádios, quadras, piscinas, tatames, entre outros), em boas condições. Finalmente existe uma grande dificuldade para remunerar de forma digna atletas, profissionais do esporte (preparadores físicos, técnicos, etc) e dirigentes.
Um dos caminhos para ajudar a resolver estes problemas está na Internet. Mais especificamente no comércio eletrônico.
Por exemplo: uma das formas mais eficazes para se combater a pirataria é a compra direta de produtos esportivos pela web. E por isso nada melhor do que dirigentes em parceria com marcas esportivas e empresas organizadoras de eventos montarem lojas virtuais para promoverem suas respectivas categorias junto a atletas profissionais, amadores, entusiastas e crianças, os atletas de amanhã.
Mais do que isso é divulgar esse canal através de todas as mídias esportivas já existentes (jornais, rádios, tv’s, revistas, etc). Afinal de contas todos os veículos já acompanham as categorias durante os eventos.
Dessa forma, é totalmente possível se gerar receitas e desenvolver várias modalidades no Brasil, caso haja um esforço coletivo para levá-las de forma bem planejada para a rede. É vitória certa.