Dias atrás recebi a feliz notícia de uma amiga, dizendo que sua filha tinha acabado de ter gêmeas. Até aí nada demais...
O interessante é que recebi esta mensagem por e-mail, junto com toda a lista de parentes a amigos próximos (e no exterior). Além deste fato, ao terminar de ler a mensagem, vi que havia um link para a página que continha as fotos dos bebês. Com os respectivos e-mails.
Também havia um aviso da vó, toda contente, dizendo que por enquanto, os pais estariam respondendo a todas as mensagens. Mas só enquanto as meninas não soubessem usar seus e-mails.
Achei esta história, além de muito divertida, intrigante: será que no futuro as crianças vão aprender primeiro a digitar, para só depois escrever? Se é que algum dia vão precisar escrever? A cada dia que passa as pessoas escrevem menos. Estão se acostumando a pensar na tela do computador, para digitar, e mandar a mensagem por e-mail.
Dias atrás recebi uma carta de uma tia já de idade, e só aí me dei conta de que havia anos que não recebia nenhuma correspondência por correio (exceto contas ou promoções). Não é que os amigos e parentes sumiram. Estamos todos testemunhando uma mudança histórica nas comunicações humanas. E estamos mudando.
O hábito de escrever à mão está lentamente sendo substituído pelo costume de teclar. Em muitas faculdades, os alunos levam notebooks para as aulas, ao invés de cadernos de papel.
Isto não é bom nem ruim, é uma mudança. E como tal vale à pena registrá-la, pois futuramente os terminais móveis, a interconectividade e os e-mails não mais serão novidades, e sim o dia-a-dia. Que o digam as gêmeas!